Paraná é um dos que mais registrou novas armas
Dos 15.927 novos registros de armas feitos no País no ano passado, 2.587 foram no Paraná. O Estado aparece em terceiro lugar entre as unidades federativas, atrás apenas de Santa Catarina (3.414) e do Distrito Federal (2.733), e à frente de São Paulo (1.916). Estes dados estão na pesquisa Implementação do Estatuto do Desarmamento: do Papel para a Prática, realizada pelo Instituto Sou da Paz. A pesquisa procurou avaliar os avanços e as medidas implementadas no Estatuto do Desarmamento, com dados coletados em dez estados entre 2008 e 2009 (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco, Pará, além do Distrito Federal). O levantamento será apresentado hoje a parlamentares, representantes da Polícia Federal, Exército e Ministério da Justiça, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os números mostram que o número de registros para novas armas diminuiu no Paraná entre os dois anos. Em 2008 foram feitos no Estado 3.444 novos registros. Mas mesmo assim, o Estado já ocupava a terceira posição entre os entes federados que mais possuiam novos registros. Segundo a ONG, a partir deste dados será possível fazer questionamentos a cerca da eficácia do estatuto. No caso das armas registradas, o porque do Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina, por exemplo, estarem no topo da lista, mesmo com população menores que outros estados, como São Paulo e o Rio de Janeiro. Esse fato mostraria que a circulação nestes estados seria feita de maneira legal. Com base na pesquisa, a ONG destaca, ainda, que a implementação do Estatuto do Desarmamento trouxe avanços como a queda na taxa de homicídios, de 28,9%, em 2003 para 25,2%, em 2007, e a redução em 90% da venda de armas no mercado interno — o número de lojas caiu de 2,4 mil (2002) para 280 (2008). No entanto, o dirigente da ONG alerta que o estatuto não deve cair no esquecimento e “perder fôlego” porque o problema da criminalidade ainda é grave com o registro anual de 37 mil mortes por armas de fogo, o correspondente a 13% das ocorrências mundiais.